09 novembro, 2015

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Sinopse:
A mitologia grega está presente em vários costumes da sociedade atual. Sua influência vai desde esportes até nome de ossos humanos e nomes científicos de espécies. Seus conjuntos de mitos são inspirações para dezenas de filmes, seriados, teatro e livros ao longo do tempo. Em homenagem a um dos maiores poetas da Antiguidade, a antologia Épicos Homéricos traz nas páginas deste livro heróis, criaturas, deuses e uma infinidade de personagens que os autores selecionados para compor esta antologia são capazes de criar. Uma alegria em cada conto tão bem desenvolvido e escolhido, entre tantos, para você, leitor.




Opinião da Paola Barros Delben

A obra reúne 14 contos de autores brasileiros e portugueses, atualizando histórias, recontando momentos importantes e introduzindo novas perspectivas do universo homérico.
Reconhecidas visões de deuses brincando com suas marionetes humanas em palcos de pactos regados a sangue de inocentes e culpas de homens, tão ou mais cruéis que os adorados do monte Olimpo, são expressas. As zombarias aos ícones do mundo grego tornam a Terra um campo de batalha em que se enfrentam os envolvidos por vingança e aqueles tomados pela vaidade, onde não há definição de fronteiras para o espaço ou o tempo e testemunhas se deflagram insignificantes, ou ainda acessam o reino inferior, bastando simples escolhas. Filhos ignorados extravasam seu poder e prometidos guardiões da espécie humana revelados quando os confins do cosmo são conhecidos após milênios de progresso e do abandono dos criadores lendários.
O sexo não poderia deixar de ser enfatizado, a cobiça e roupagens singulares do início, dos primórdios, antes do conhecido, lindamente interpretadas. Monstros não são apenas aqueles assim denominados e intrigam os que sacrificam ou se abstém de tudo por um sentimento mundano, aqueles que enfrentam um último desafio, em prol dos que poderão honrá-los e dos que salvam, dignos de um lugar junto aos maiores.
Com breves sínteses sobre cada texto, esta resenha se propõe a oferecer um panorama deste belo trabalho que destaca escritores iniciantes e futuros grandes nomes da literatura nacional.

Catilina versus Cícero: Os homens se enfrentam como marionetes de deuses, ensaiando, ao vivo, espetáculos para seu próprio divertimento. Vilões são projetados e heróis direcionados. Um será enaltecido e o outro enganado. Quantos outros famosos personagens da história não foram incitados, como Catilina?

Sangue no Mar: Um pacto com o Deus do Mar e a crueldade de homens se sobrepõe a dos seres divinos, refletindo nas bestas. Pode-se atribuir aos deuses os mandos e desmandos, por vezes, meramente para entreter-se, mas a culpa pelas vidas ceifadas, em arenas violentas, era de monstros mortais, meio demônios, e os inocentes que se misturaram às águas do mar, ainda que brilhassem a saudade, atormentavam mais assassinos como Teócrito do que as risadas daqueles que dançavam no ritmo da maré e ao som do destino de almas esquecidas. A busca pela absolvição confundiria monstros em heróis?

Depois do Escárnio:  Ciclopes, no limiar das leis de deuses e homens, ofendidos por um herói zombador, lançam sua implacável ira a todos no entorno e na sorte de uma população ilhéu. A oração ajoelhada à deusa Hera atiçou a arrogância no olimpo, assolando a vida daqueles com um só olho, sem coração, com o veneno do orgulho, visando poder.

Mudar de Pele: Percorrer o espaço e o tempo, desde épocas gloriosas, para uns seria a imortalidade outrora tanto cobiçada, para outros a maldição daqueles que apenas fugiram, da guerra, da morte, da vergonha de ser um covarde e assim, a partir do último rei de Troia, a jornada de uma testemunha ocular de tantas repetições, marcos da história. Dos sucessos, a recordação somente do fracasso, da queda, de questionamentos jamais respondidos.

Do Outro Lado: A passagem para a terra dos mortos é garantida a todos os mortais, de ontem e de hoje. A travessia, porém, deve ser paga e se pudéssemos escolher, talvez alguns optassem por conhecer o barqueiro Caronte e visitar a terra de Hades, entretanto, não há volta.

O Outono Na Vida: Quando os tempos cronológico, meteorológico e psicológico se apresentam como filhos de Zeus, todos intangíveis, embora com força suficiente para afetar com profundidade a vida dos terráqueos, aquilo que quase é e o que ainda será, intermédios que afastam os vivos da barca fatal, torna-se uma passagem que permitiria impedir infortúnios.

A História do Deus do Amor: E se o futuro influenciasse o passado? Embora sempre em frente, avançando e jamais retrocedendo, o tempo e o espaço são dimensões como a altura e largura, matematicamente possíveis de serem ultrapassados, tal qual nossa tecnologia, tal qual os deuses. Afrodite talvez não tenha o poder de seduzir um mortal e transformá-lo num igual, mas o amor, Ares, sim.

Zelos, O Touro Premiado: Um conto erótico, como eram muitos dos contos de divindades, sempre com alguma menção ao sexo, ao prazer, à luxuria e à violência decorrente. Traições envolvendo animais são reproduzidas por estocadas, com ambos os sentidos excitantes para aplacar a dor causada pelos desejos mais insanos. Artimanhas de deuses colocaram a culpa de ações em seres desprovidos de ambição.

Corrida para a Ilha de Creta: Quando uma disputa explicita o caráter dos deuses. No confronto Zeus, Posídon e Hades. Entre vivos e mortos, sempre há aquele a ganhar e as reviravoltas vão oferecendo o título do mais adorado, do mais temido e do mais ganancioso e prepotente.

Um Dia Antes: Fúria, desejo e sofrimento segue a criatura desde o princípio de tudo. A busca sempre fora e continua sendo para preencher o vazio que completa os seres, permitindo as explosões de sentimentos, ímpetos e o surgimento de tudo pelo equilíbrio entre escuridão e luz, abandonados, sacrificados, prometidos.

Os 13 Sacrifícios: Os caprichos de Atena levavam vítimas a seu destino final em um labirinto, para que enfrentassem o Minotauro e personagens anônimos, aos milhares, não tiveram êxito. Desapareceram também suas angústias, seus sonhos, até o egoísmo de alguns com planos que só alimentavam a esperança inútil e davam forma ao touro amedrontador.

O Filho de Morfeu: Os sonhos serviam de passagens para as mensagens dos deuses aos homens, aqueles que nunca desistiam e despertavam a curiosidade no Olimpo. O que havia de diferente nos homens poderia ser a chave para vitórias incomensuráveis de missões misteriosas.

A Última Aventura dos Heróis Gregos: Quantas vezes o mundo quase foi destruído por deuses enfurecidos? Quando a luz se apaga e os portões do mundo dos mortos se fecha a busca implacável por um de seus filhos mais notórios leva a união de nomes famosos do passado grego para salvar aquele que, paradoxalmente, os salvará.

Asclepíade: Mortais também têm poder, talvez mais invejados que os poderes dos deuses, mas ofuscado por aquilo que não lhes pertence e quando o reino dos mortos é ameaçado por um "curador de doenças" a cólera é inflamada por seu soberano e como consequência a vingança, a punição e uma reação em cadeia descomunal que erguerá um nome.

Biografia da resenhista:

Paola Barros Delben é formada em Psicologia. Lançou os livros Placebo (2012) e Propagação: Ecos e reflexos do tempo (2015). Estuda situações em ambientes denominados ICE (isolados, confinados e extremos), participando de expedições à Antártica e aproveitando os conhecimentos de pesquisadora para produção de suas novas histórias, relacionadas à exploração espacial.

2 comentários:

  1. Biografia da resenhista:

    Paola Barros Delben é formada em Psicologia. Lançou os livros Placebo (2012) e Propagação: Ecos e

    reflexos do tempo (2015). Estuda situações em ambientes denominados ICE (isolados, confinados e extremos), participando de expedições à Antártica e aproveitando os conhecimentos de pesquisadora para produção de suas novas histórias, relacionadas à exploração espacial.

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