23 abril, 2015
Estou aqui para ajudar este colega que precisa vender 100 exemplares para publicar o livro em uma editora!!!

Mas então você me pergunta: Naty, porque eu deveria comprar esse livro?
Bom, eu li um capítulo dessa história e já me arrancou umas risadas. Neste livro o autor conta como conheceu sua noiva, mas ele conta de um jeito bastante divertido! Parece que estamos sentados numa roda de amigos enquanto ele contava história...
Não acredita? Então desce mais um pouquinho e leia o trecho *-*

Quer mais algum motivo? Eu tenho ;)
Que tal, comprar o livro e ainda ganhar marcadores e adesivos? *--* 


Trecho de "Se eu não tivesse enviado aquele e-mail..."


Estava prestes a apertar a tecla ENTER do meu teclado, quando pensei no que tinha me levado àquele gesto tão simples e cotidiano, mas que ao mesmo tempo possuía uma importância gigantesca. Não para o mundo, claro. Só pra mim.


Eu  já  havia me  apaixonado por  outras garotas antes  de conhecer  Ane.  Algumas delas, talvez  uma ou duas, foram as “mulheres  da minha vida”. Pelo menos por  algumas semanas  ou meses.  Mas por que a situação com Ane era diferente? 

 Eu  a  conheci  no  primeiro  período  da  faculdade  de Publicidade  e  Propaganda. Na  época  eu  estava  namorando  (há bastante  tempo)  e  vivia  muito  bem,  por  sinal.  Ane  era  apenas  a menina  lindinha  que  sentava  na  primeira  fileira  da  sala  de  aula  e  não me dava  bola  (como  ela,  aliás,  existiam  muitas  outras).  Mas  por  que, então, eu me apaixonei por Ane? 

Nem eu sei explicar, apenas aconteceu.  Sempre  sentei  atrás  e  nunca  fui  muito  estudioso  para  ser cobiçado  na  hora  da  formação  dos  grupos  para  os  trabalhos acadêmicos.  Na  verdade,  no  começo  das  aulas  fui  um  dos  poucos  a não  ter  "amizades"  já  formadas.  Por  isso,  só  observava  as  pessoas  e foi  assim  que  notei  Ane.  Ela  era  linda  (para  mim,  pelo  menos). Extremamente  inteligente  e  muito  meiga.  Me  conquistou  sem precisar  fazer  nenhum  esforço,  apenas  sendo  ela  mesma. 

 Tinha apenas  dois  defeitos:  usava  aparelho  nos  dentes,  o  que  eu  sempre achei  horrível,  e  o  pior  deles,  usava  uma  aliança  no  dedo.  Não,  ela não era casada. Apenas noiva. Ane  era  intocável.   

 Mas  eu  não  iria  desistir  dela.  Já  tinha  até escolhido  os  nomes  dos  nossos  4  futuros  filhos:  Rick,  Rick  Grandão, Rick Pequeno e Ane Miudinha. Lindos! 


Após  algumas  semanas  de  aula,  eu,  que  no  início  não conhecia  ninguém,  agora  era  o  único  que  tinha  amizade  com  todos, devido  ao  meu  bom  humor,  e  por  falar  besteira  na  hora  que  deveria estar  ouvindo  o  que  o  professor  ensinava.  

Mesmo  com  esse “destaque”,  Ane  ainda  não  reparava  em  mim.  Eu  precisava  me aproximar  de  alguma  forma.  Será  que  eu  precisava  fazer  a assinatura da revista Capricho para saber o que interessava a ela?  Após  alguns  dias  eis  que  surge  uma  oportunidade fantástica. Certa  noite,  ouvi  as  meninas  comentando  que  iriam  comprar  um bolo para comemorar o aniversário de 19 anos de Ane. 

 Ideia genial n° 1: 
Vou  levar  a  minha  câmera  digital  para  faculdade  e conquistar  seu  coração  com  meus  fantásticos  3.2  megapixels.  Vou tirar  fotos  tão  extraordinárias  que  ela  vai  se  apaixonar  pelo fotógrafo. 

 Cheguei  no  dia  seguinte  à  faculdade  e  as  meninas  já tinham  uma  câmera,  com  pelo  menos  12  megapixels.  Minha  maldita Tekpix!  Só  fico  feliz  por  não  ter  comprado  meu  colete  de  fotógrafo. 

Mesmo  assim  me  pediram  para  tirar  algumas  fotos.  Acho  que  o flash  da  câmera  estava  muito  forte,  pois  ela  continuava  a  não  me enxergar. Eu  tinha  que  usar  a  minha  arma  mais  poderosa  com  Ane,  já que  ela  adorava  rir  (quem  não  gosta?)  então  eu  fazia  questão  de contar  piadas  o  tempo  todo,  na  esperança  de  receber  de  Ane  um olhar  simpático  e  o  mais  belo  dos  sorrisos  metálicos.   

 Com  o  passar do  tempo,  fomos  ficando  cada  vez  mais  juntos.  E  eu  a  cada  dia  me esforçava  mais  para  chamar  a  atenção  (dela).  Só  não  tentei  colocar uma  melancia  na  cabeça.  Pois  acho  que  as  mulheres  não  se  sentem atraídas  por  isso.  Estou  certo?  Mesmo  assim,  eu  continuava  a  sentar atrás  com  meus  amigos  Deia,  Mila  e  Rodny,  pois  eram  os  únicos  que tinham saco de me ouvir a noite toda falando dela.  

Um dia  Ane  chegou  à  faculdade  chorando.  Como  era  prova, foi  lá  na  frente,  falou  algo  para  o  professor  e  foi  embora.  O  que poderia ter  acontecido?   

Eu  não  conhecia  a  Ane  bem,  então  imaginei  milhares  de coisas:  a  pessoa  que  ela  mais  gosta  da  casa  foi  eliminada  do  BBB? Ela  entrou  no  meu  Orkut  e  viu  que  tenho  namorada  e  ficou desesperada? 

 Não!  Ela  acabou  o  noivado.  Só  pode  ser,  conheço essas lágrimas.  Na  verdade  um  amigo  de  infância  dela  havia  falecido,  eu soube  dias  depois.  Talvez  homens  não  sejam  tão  bons  em interpretar  a  linguagem  corporal  das  mulheres.  Ou  apenas  eu  que era  fraco  demais  de  serviço.  Era  bom  que  tivesse  esse  curso  no SENAI. Continuando...

 Ideia Genial n° 2
 Depois  de  um  tempo,  comecei  a  fazer  e  vender  aquelas camisas  que  todo  universitário  usa.  Aquela  com  o  nome  do  curso gigantesco  no  peito.  Todo  mundo  quer  mostrar  que  está  na faculdade.  Grande  coisa!   

Eu  vendia  basicamente  camisas  pretas com  impressão  em  prata.  Pensei  em  fazer  para  Ane  uma  cor diferente,  uma  cor  especial.  Mas  como  vou  conseguir  acertar  na  cor se  não  sei  qual  ela  mais  gosta?  Resolvi  que  o  melhor  a  fazer  era fazer  uma  rosa,  uma  vermelha,  uma  amarela,  uma  azul  e  uma branca,  fora  a  preta  claro.  Assim,  não  teria  erro.

  Puts!  Eu  iria  trocar o  guarda  roupa  dela  inteiro. 

 Terminei  optando  por  apenas  uma  rosa, pois  queria ser  sutil  na  minha intenção.  Você  sabe  que  homem  não dá  nada  de  presente  pra  mulher  sem  segundas  intenções.  Não sabe?  

Claro  que  existe  algumas  exceções,  tipo,  se  são  muito  amigos mesmo e tal.  Levei  a  camisa  personalizada  dela  pra  faculdade,  afinal,  ela era  a  única  da  turma  que  teria  uma  camisa  rosa,  pois  não  fiz  essa cor  para  mais  ninguém.  Quando  ela  chegou,  fui  lá  na  frente  e  a entreguei.  Ela  adorou.  Foi  na  hora  no  banheiro  e  colocou  sua  camisa nova.  Me  deu  um  “obrigado”. 

 Foi  tão  bom  quanto  ter  recebido  uma maleta  com  1  milhão  de  reais  em  barras  de  ouro,  que  valem  mais do  que  dinheiro.  Fiquei  lá  atrás  sentado  e  olhando  a  minha  Ane, agora  em  destaque.  

Não  tinha  como  eu  perder  ela  na  sala  com aquela  camisa  rosa.  Foi  tipo  o  rastreador  mais  barato  do  mundo. Quando  precisei  ir  ao  banheiro,  passei  bem  lento  perto  dela,  me abaixei e disse no seu ouvido: 

- Você ficou linda! 
Após  alguns  dias,  fomos  nos  aproximando  e  a  história começou  a  mudar  quando  numa  noite,  no  intervalo  de  aula,  Mila me falou: 

-  Tu  estás  bestinha  aí  com  Ane,  não  é?  Não  para  de  bajular e olhar para ela todo instante. Caramba! Será que dava para ver a minha baba escorrendo?

 Eu  não podia  negar,  era  tudo  verdade.  Por  mais  que  eu  não quisesse aceitar. 

- Ela também está interessada em você. - Continuou Mila.

 Será  que  é  verdade?  Fiquei  pensando  sozinho  após  o término  do  intervalo  naquela  noite.  Mila  passou  a  noite  tentando me convencer  sobre  o  interesse  que  Ane  tinha  em  mim  e  traduzindo cada  mexida  que  ela  dava  no  cabelo,  cada  sorriso  ou  encarada. Parecia  que  ela  tinha  um  dom.  

Detalhe:  Mila  nunca  falava  com  Ane, como  é  que  ela  sabia  disso  tudo?  Será  que  estava  tudo  escrito  na testa dela e só eu que não enxergava? 

Em  resumo:  Ane  me  amava!  Estava  louca  e  se  segurando para  não  demonstrar  o  quanto  ela  queria  arrancar  minha  camisa  e me jogar no chão dizendo “te quero, oh baby, baby!”. 

Que inocência! 

Naquela  noite,  já  em  casa,  fiquei  pensando  em  como  iria agir.  Deveria  falar  algo?  Acabar  meu  namoro  de  anos?  Não,  muito arriscado.  Passei  a  noite  inteira  pensando  em  Ane,  cheguei  a  sonhar com  ela.  O  que  eu  sonhei?  Puts!  Vamos  dizer  que  no  sonho estávamos  caminhando  de  mãos  dadas  no  bosque.  Melhor  dizer isso,  pois  não  sei  a  sua  idade. 

 No  dia  seguinte,  acordei  determinado. Ia  fazer  algo  para  mudar  aquela  situação.    Ia  mostrar  a  Ane  que  eu era um  macho alpha  e  que  não  estava ali  pra ser  o amiguinho dela. 

Fiz  o  que  todo  macho  alpha  tem  que  fazer.  Fui  a  um  site  de relacionamentos  para  ler  alguma  história  parecida.  Você  deve  tá pensando  que  fui  num  site  de  menininhas,  pois  está  enganado.  Fui no... sei lá, não  lembro  o  nome,  algo  do  tipo SejaMachoAlfaPraConquistarAne.com

Lá estava a minha solução. Eu segui as dicas abaixo:  

Primeiro:  Dê encaradas. Fácil! 

Segundo:  Acaricie-a  sempre que você  puder. Complicado, mas não impossível! 

Terceiro:  Cuide de sua  aparência. Minha mãe me acha um gato! Quarto  e  mais  importante:  Fale  para  ela  o  que  você  está sentindo. Puts! 

O  site  era  bem  claro:  Se  você  não  falar  a  verdade  a  ela,  vai acabar  entrando  num  lugar  triste  e  depressivo  chamado  Zona  da Amizade,  um  lugar  que  depois  que  você  está  dentro  não  há  mais como  sair.  Lá  as  mulheres  comem  seu  coração  no  café  da  manhã com  sucrilhos.  Eu  não  poderia  deixar  isso  acontecer.  Hoje  Ane  iria saber para que eu vim. 

Fiz toda uma preparação:  
-Tomei  banho 
-Fiz a barba 
-Penteei  o  cabelo 
-Escovei  os  dentes 
-Coloquei  o  meu  perfume  novo, que  comprei  numa revista. 
-Cortei as unhas (As do pé também) 
Estava pronto! 

Cheguei  à  faculdade  naquele  dia  pronto  para  dizer  a  Ane tudo  que  eu  sentia  por  ela.  Até  ensaiei.  Decidi  que  iria  direto  ao ponto:

- E ai Ane, já é ou já era? 
Tá, talvez não tão direto assim. 

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Oi, muito prazer, eu sou a Naty, carioca e formada em Design Gráfico. Sou apaixonada por esta pequena parte blogueira de mim. Também sou mãe coruja, casada e já tenho 3 livros escritos: A duologia "Retratos de uma Vida" e o spin-off "Sob sua Vigilância" que são os primeiros de vários livros que desejo escrever para todos vocês!

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